Igar’Arte
realiza Paixão de Cristo ano XVIII
A
encenação da Paixão de Cristo, é feita através de uma parceria do Igar’Arte com
a Paróquia de Sant’Ana, que oferece o espaço para as apresentações e ensaios que
este ano começaram em fevereiro e eram realizados todas as noites.
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Momentos de ensaios |
Este
ano o elenco contou com um número considerável de atores e atrizes, que até
tiveram a oportunidade de participarem de uma oficina de teatro, em torno de 65
pessoas de várias idades, ocuparam os palcos nas três apresentações que foram realizadas,
sendo a primeira apresentação no dia 29/03 (quinta-feira) na Vila Icatu, e no
dia 30/03 (sexta-feira) foram realizadas duas sessões, desta vez na Barraca de
Sant’Ana nos tradicionais horários, 18 e 20h, além dos atores, uma equipe
composta por sonoplasta, figurinista, iluminador, e outras pessoas que dispõem-se
em ajudar, seja com algum tipo de serviço, seja na venda de ingressos,
portaria, dentre outros.
Infelizmente
o pouco apoio institucional veda o objetivo do grupo que seria usar o valor arrecadado
com a venda dos ingressos para revestir em cestas básicas e distribuir a famílias
carentes de nosso município, como já foi feito em outros anos, assim o valor
arrecadado será utilizado para custear as despesas de cenário, materiais, figurinos
e outras. Essa realidade deixa a diretoria do Instituto, principalmente, um
pouco frustrada pois não ficando recursos em caixa, não há possibilidade de manter
o fomento de outras ações futuras do Instituto.
Diante
desse quadro, na visão do grupo, é vergonhoso, porém ainda é uma dura realidade
em nosso munícipio, que mesmo estando em vigência leis consideradas de incentivo
as artes, os eventos permanecem sendo realizados com insuficientes recursos e
apoio por parte do Poder Público, até mesmo porque na maiorias dessas ações já
fazem parte do arranjo cultural do município. E o Igar’Arte há 18 anos luta
contra essa situação, afim de poder levar ao público essa atração, e muitas
vezes deixando até de realizar algumas ações em nível estadual, dado a carência
de apoio.
Espera-se
que com a criação do Fundo Municipal de Cultura, com vistas a garantir apoio
financeiro para as entidades promotoras de artes, tenhamos em um curto espeço
de tempo, medidas que visem resolver ou minimamente amenizar essa problemática,
pois assim o grupo Igar’Arte, por exemplo, bem como outras, podem buscarem
neste fundo ajuda para realização de suas atividades. Em um município carente
como Igarapé-Miri, tais ações são indubitavelmente, uma forma de combater a
violência e a marginalização.
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Padre Sílvio e Equipe, ao final, comemoram o sucesso das apresentações. |
O
Instituto que nos passou algumas informações, aproveita também deste espaço
para fazer agradecimento todo especial aos atores e atrizes, espectadores e
parceiros.
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