Começaram
nas redes sociais, a circulação do folder do XXXI Festival do Açaí, e como é
comum “as redes sociais não perdoam”, então, veio junto com a divulgação os
elogios e críticas, para ser bem sincero, muito mais críticas do que elogios.
Como
sabemos o município de Igarapé-Miri, é muito carente quando o assunto é
oferecimento de atividades culturais, não temos cinema, não temos teatro, não
temos clubes, e mesmo as festas, vez ou outra enfrentam dificuldades em sua
realização, como aconteceu recentemente, em pleno período da Festividade da
Padroeira, de outro lado, somos um povo muito bem servido de “fazedores de
cultura”, que dadas a falta de condições disponibilizadas pelo município ficam limitados em suas
atividades e apresentações.
A
população reclama muito em função da ausência de atrações de maior renome, como
dizem: “A atração Nacional”, de outro
lado gestores municipais, dizem que o problema é orçamentário, que não possuem recurso
de sua própria fonte ou patrocínio para tal feito. Recentemente o município
teve lei de criação do Conselho Municipal de Cultura aprovada e sancionada,
este teria o papel de discutir a demanda, aprovar projetos, com base no recurso
destinado pela gestão municipal, conforme dispositivo legal, infelizmente isso
não aconteceu, (até onde sabemos, com informações colhidas junto a conselheiros)
e o Conselho de Cultura, é mais um, na longa relação de conselhos municipais
que não estão tendo suas prerrogativas de funcionamento garantidas.
Sobre
a reclamação feita pelos populares, queremos levantar um questionamento/hipótese
de que a reclamação seja apresentada não somente pela ausência da atração de
renome, mas por que a mesma assumiria o “carro chefe” do festival, já que na
prática não temos um Festival do Açaí, entendendo os festivais como momentos de
apresentação e por conseguinte, do fortalecimento da cultura local, está mais bem alinhado
a uma “festa da cerveja” com algumas atrações (locais. Ou nacionais?), usando o
nosso precioso fruto como garoto propaganda.
Em
uma pesquisa rápida no site wikipedia, foi
possível encontrar a seguinte descrição sobre o Festival do Açaí, transcrita
abaixo:
O Festival do Açaí
Igarapé-Miri é hoje
considerada a Capital Mundial do Açaí, título esse conseguido por ser o maior
exportador de Açaí do mundo, por isso merece uma festa que represente essa
grandiosidade. O Festival do Açaí surgiu no ano de 1989, na ocasião foi
criado e idealizado pelo casal Dorival e Conceição Galvão, casal que chefiava
no mesmo ano o projeto de escoteiros em Igarapé-Miri, o grupo de escoteiros do
mar Sarges Barros. Esse projeto foi idealizado pelo casal onde buscaram
uma forma de ajudar as crianças e jovens de Igarapé-Miri a ter uma
“ocupação”.
O grupo de escoteiros
oferecia diversos aprendizados para a comunidade: na plantação com horta
doméstica, na fabricação de vassouras, na produção de placas numeradas para as
casas do Município (trabalho esse feito pelos escoteiros) e nas campanhas de
vacinação de crianças e animais (já que Dorival era funcionário da antiga
Fundação Nacional de Saúde, e solicitava o trabalho dos jovens, para que os
mesmos pudessem aprender mais um ofício). Como o grupo era uma Organização não
governamental que não tinha recursos próprios, e se mantinha com doações dos
pais dos membros, resolveram criar um evento para que o referido grupo tivesse
um recurso financeiro para manter-se. A FESTA DO AÇAÍ, como
foi batizada pelo casal. O Festival buscou construir um padrão em sua
estrutura, ele foi realizado em praça pública, aberto ao público, com atrações
folclóricas, artistas locais, desfile da Rainha do Açaí, e uma grande atração
da Capital, que na oportunidade foi o cantor Nilson Chaves, que apresentava aos
mirienses o sucesso “Sabor Açaí”.
Fonte: Wikipedia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Igarap%C3%A9-Miri
. Consulta em 01/11/2018.
Merece
nossa atenção o fato de um Festival, poder ser um grande momento para o fortalecimento
da cultura e da economia, como costumamos ouvir, um verdadeiro balcão de
negócios. O festival não pode ser visto apenas como um gasto, mas como um
investimento, ou será que alguém acredita que o Festival de Parintins, por
exemplo, não gera dividendos?
E
para encerrar este texto e abrir um canal de diálogo, uma reflexão com nossos
leitores... SERÁ QUE ALGUÉM CONSEGUIRÁ UMA
LEMBRANÇA DO XXXI FESTIVAL DO AÇAÍ?
Vamos
analisando os fatos e aprofundando o debate... até a próxima...
Parabéns pelo esclarecimento Mestre. É de se questionar mesmo.
ResponderExcluirO festival do Camarão e do Açaí só existe mesmo no nome, porque o que acontece mesmo é apenas uma festa comum.
ResponderExcluirParece que transformar os festivais em festas é uma tendência dos governos municipais, basta olhar para o festival do abacaxi em Barcarena que nos últimos anos deixou de ter o caráter cultural pra virar festa. A tempos nossos festivais estão seguindo a mesma direção, infelizmente!!
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