quinta-feira, 1 de novembro de 2018

FESTIVAL DO AÇAÍ: FESTIVAL OU FESTA? DO AÇAÍ OU APENAS DA CERVEJA?


Começaram nas redes sociais, a circulação do folder do XXXI Festival do Açaí, e como é comum “as redes sociais não perdoam”, então, veio junto com a divulgação os elogios e críticas, para ser bem sincero, muito mais críticas do que elogios.
Como sabemos o município de Igarapé-Miri, é muito carente quando o assunto é oferecimento de atividades culturais, não temos cinema, não temos teatro, não temos clubes, e mesmo as festas, vez ou outra enfrentam dificuldades em sua realização, como aconteceu recentemente, em pleno período da Festividade da Padroeira, de outro lado, somos um povo muito bem servido de “fazedores de cultura”, que dadas a falta de condições disponibilizadas pelo município ficam limitados em suas atividades e apresentações.
A população reclama muito em função da ausência de atrações de maior renome, como dizem: “A atração Nacional”, de outro lado gestores municipais, dizem que o problema é orçamentário, que não possuem recurso de sua própria fonte ou patrocínio para tal feito. Recentemente o município teve lei de criação do Conselho Municipal de Cultura aprovada e sancionada, este teria o papel de discutir a demanda, aprovar projetos, com base no recurso destinado pela gestão municipal, conforme dispositivo legal, infelizmente isso não aconteceu, (até onde sabemos, com informações colhidas junto a conselheiros) e o Conselho de Cultura, é mais um, na longa relação de conselhos municipais que não estão tendo suas prerrogativas de funcionamento garantidas.
Sobre a reclamação feita pelos populares, queremos levantar um questionamento/hipótese de que a reclamação seja apresentada não somente pela ausência da atração de renome, mas por que a mesma assumiria o “carro chefe” do festival, já que na prática não temos um Festival do Açaí, entendendo os festivais como momentos de apresentação e por conseguinte, do fortalecimento da cultura local, está mais bem alinhado a uma “festa da cerveja” com algumas atrações (locais. Ou nacionais?), usando o nosso precioso fruto como garoto propaganda.
Em uma pesquisa rápida no site wikipedia, foi possível encontrar a seguinte descrição sobre o Festival do Açaí, transcrita abaixo:
  
O Festival do Açaí
Igarapé-Miri é hoje considerada a Capital Mundial do Açaí, título esse conseguido por ser o maior exportador de Açaí do mundo, por isso merece uma festa que represente essa grandiosidade. O Festival do Açaí surgiu no ano de 1989, na ocasião foi criado e idealizado pelo casal Dorival e Conceição Galvão, casal que chefiava no mesmo ano o projeto de escoteiros em Igarapé-Miri, o grupo de escoteiros do mar Sarges Barros. Esse projeto foi idealizado pelo casal onde buscaram uma forma de ajudar as crianças e jovens de Igarapé-Miri a ter uma “ocupação”. 
O grupo de escoteiros oferecia diversos aprendizados para a comunidade: na plantação com horta doméstica, na fabricação de vassouras, na produção de placas numeradas para as casas do Município (trabalho esse feito pelos escoteiros) e nas campanhas de vacinação de crianças e animais (já que Dorival era funcionário da antiga Fundação Nacional de Saúde, e solicitava o trabalho dos jovens, para que os mesmos pudessem aprender mais um ofício). Como o grupo era uma Organização não governamental que não tinha recursos próprios, e se mantinha com doações dos pais dos membros, resolveram criar um evento para que o referido grupo tivesse um recurso financeiro para manter-se. A FESTA DO AÇAÍ, como foi batizada pelo casal. O Festival buscou construir um padrão em sua estrutura, ele foi realizado em praça pública, aberto ao público, com atrações folclóricas, artistas locais, desfile da Rainha do Açaí, e uma grande atração da Capital, que na oportunidade foi o cantor Nilson Chaves, que apresentava aos mirienses o sucesso “Sabor Açaí”.
Fonte: Wikipedia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Igarap%C3%A9-Miri . Consulta em 01/11/2018.

Merece nossa atenção o fato de um Festival, poder ser um grande momento para o fortalecimento da cultura e da economia, como costumamos ouvir, um verdadeiro balcão de negócios. O festival não pode ser visto apenas como um gasto, mas como um investimento, ou será que alguém acredita que o Festival de Parintins, por exemplo, não gera dividendos?
E para encerrar este texto e abrir um canal de diálogo, uma reflexão com nossos leitores... SERÁ QUE ALGUÉM CONSEGUIRÁ UMA LEMBRANÇA DO XXXI FESTIVAL DO AÇAÍ?
Vamos analisando os fatos e aprofundando o debate... até a próxima...


3 comentários:

  1. Parabéns pelo esclarecimento Mestre. É de se questionar mesmo.

    ResponderExcluir
  2. O festival do Camarão e do Açaí só existe mesmo no nome, porque o que acontece mesmo é apenas uma festa comum.

    ResponderExcluir
  3. Parece que transformar os festivais em festas é uma tendência dos governos municipais, basta olhar para o festival do abacaxi em Barcarena que nos últimos anos deixou de ter o caráter cultural pra virar festa. A tempos nossos festivais estão seguindo a mesma direção, infelizmente!!

    ResponderExcluir