quarta-feira, 28 de novembro de 2018

OS SERVIÇOS DE TRANSPORTE PÚBLICO/COLETIVO OFERECIDOS AO MIRIENSE.


O preço dos combustíveis tem sido motivo de grande “dor de cabeça” para os brasileiros, recentemente foram muitos os aumentos, porém no mês anterior (outubro), houveram reduções no preço, nas refinarias, as três reduções, representaram 10,4% de redução, porém a população reclama, já que não percebeu essa redução nas bombas. E como sabe-se o preço dos combustíveis influencia na vida de todos, desde os proprietários de veículos e embarcações, passando pelos que não possuem, mas utilizam dos serviços de transporte público e coletivos, como freteiros, taxistas, mototaxistas, e os transportes intermunicipais, por exemplo, e claro, vale evidenciar que diversos (ou a ampla maioria) produtos que consumimos são produzidos em outras regiões, portanto o preço do transporte acaba sendo embutido no preço do produto adquirido.

Neste diálogo, faremos uma breve análise de como o cidadão miriense vem sendo levado a gastar o seu dinheiro quando o assunto é a utilização de transporte públicos e/ou coletivos.

Por volta da segunda semana de outubro, foi alvo de críticas e protestos, o aumento no valor cobrado pela passagem da linha Igarapé-Miri – Belém e vice-versa, (via Arapari), o valor subiu de R$ 17,00 para R$ 22,40, um incremento de R$ 5,40, em um índice de reajuste que chega a 32%. Já o preço da passagem cobrado pela passagem de Igarapé-Miri a Abaetetuba, é de R$ 8,00. E o preço para Igarapé-Miri até a Vila Maiauatá, também obteve reajuste e foi dos R$ 6,00 para R$ 7,00, aumento de R$ 1,00, com um índice de reajuste de 17%.

Quando fazemos um comparativo no valor entre essas três linhas, e o preço pago por quilômetro, os valores pagos, surpreendem. Na linha Igarapé-Miri - Belém, o consumidor está pagando em média, R$ 0,18 por quilômetro (excetuando o valor cobrado pela travessia, que usa-se outro instrumento de medição). O preço pago por quilômetro na linha Igarapé-Miri - Abaetetuba, fica em torno de R$ 0,17 por quilômetro. E a linha Cidade - Vila Maiauatá, fica próximo dos R$ 0,38 por quilômetro, ou seja, mais que o dobro que paga-se nas viagens para Belém ou Abaetetuba. Não sabemos que forma é usada para definir o preço, que inclusive pode levar em consideração às condições da via.

Mas não poderíamos deixar de lado o serviço de transporte mais usado pelo miriense atualmente: o mototáxi. Nossas pesquisas identificaram que o preço médio pela “corrida” dentro da cidade, é de R$ 4,00, logicamente que se comparado ao preço pago por quilômetro, este serviço certamente estaria caríssimo, mas acreditamos, que conforme mencionado anteriormente, existam diferença na forma de calcular os preços.

O que nos chama à atenção para este serviço são dois elementos básicos: o primeiro é a sua grande utilização, e o segundo, é a precariedade com que ele vem sendo ofertado.                                                               
Atualmente, é quase impossível saber quantos mototaxistas trabalham em Igarapé-Miri, pois a cada dia que passa mais pessoas vão aderindo a condição de prestador do serviço. E é inegável que temos um dos piores serviços da região, em função da ausência do poder público, ocasionando uma total desorganização, pois este poder que deveria, através de seu departamento de trânsito, regulamentar a atividade, não se sabe qual a dificuldade em coibir desmandos, o que contribui fatalmente para presenciarmos mototaxistas prestando serviço sem capacete, com motos sem placas e até mesmo inabilitados.

Na lei nº 12.009/2009, que regulamenta a profissão, são apresentados critérios para o seu exercício, conforme transcrito abaixo.
Art. 2º: Para o exercício das atividades previstas no art. 1o, é necessário:
I – ter completado 21 anos;
II – possuir habilitação, por pelo menos 2 anos, na categoria;
III – ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do CONTRAN;
 IV – estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos retrorrefletivos, nos termos da regulamentação do CONTRAN.

Infelizmente esta não é a realidade do município de Igarapé-Miri, já que o Poder Público, simplesmente não estabeleceu nenhum regramento sobre a atividade em seu território, assim todo e qualquer cidadão, que resolva prestar o serviço, está livre para pegar seu veículo (legalizado ou não, e em muitos casos não, pois para o uso do serviço coletivo, é necessário ter placa vermelha), e um colete, e já é um mototaxista.

Inclusive este problema vai além do risco de acidentes, pois recentemente ocorreram casos de estupro no município, praticados por pessoas que estariam caracterizados como mototáxi, prejudicando os profissionais que realmente vivem da profissão, bem como os clientes que devido ao ocorrido, ficam receosos em usar o serviço. Até imaginei que estes casos, seriam a “gota d’água” para que o poder público cumprisse com sua responsabilidade. Quando visitamos municípios vizinhos como Abaetetuba ou Moju, presenciamos uma realidade totalmente diferente da praticada em Igarapé-Miri.

Fica o apelo à administração, e talvez voltemos a debater o assunto...E ao mesmo tempo, o espaço do blog fica aberto para esclarecimentos, das partes que foram citadas.



segunda-feira, 12 de novembro de 2018

CMDCA REALIZA IX CONFERÊNCIA MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.


O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, em parceria com a Secretaria municipal de Assistência Social, realizaram no dia 08/11/2018, na Câmara Municipal, a IX Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento, convocado através da Resolução nº 05/2018 do CMDCA, atende uma agenda nacional, pois como é de praxe, as conferências municipais, são eventos de discussão local, e ao mesmo tempo, preparatórios, para as etapas estaduais e nacional. A etapa estadual tem previsão de ocorrer entre os dias 12 a 14 de junho de 2019, e terá a participação de 7 delegados mirienses.

A conferência deste ano que tinha como tema central: “Proteção Integral, diversidade e enfrentamento das violências” e contou com um público superior a 100 delegados, tendo teve como palestrante um membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA.

A abertura solene do evento, deu-se por volta das 9h, e após longos momentos de debates, encerrou por volta de 16:30h, com um pequeno intervalo para almoço, que foi servido no próprio local, com a eleição dos membros que irão representar o município na etapa estadual da conferência, conforme data já citada anteriormente.

O ponto negativo da Conferência, sendo inclusive alvo de uma moção de indignação, foi à ausência do Ministério Público e Judiciário, mas principalmente das secretarias municipais, as quais podem ser consideradas “irmãs” da assistência, já que atendem praticamente o mesmo público, e se faz necessária sua articulação para que várias das proposições aprovadas pelo plenário tornem-se realidade.

AUSÊNCIAS
Os secretários municipais de saúde e educação, Maurício Esteves e Reynaldo Aguiar, respectivamente, não compareceram, bem como não mandaram representação ou justificativa pela ausência. O prefeito municipal, Antoniel Miranda, também não se fez presente, foi representado pelo Secretário de Assistência – Anderson Rodrigues, que justificou a ausência do mesmo, em função de estar representando o município em um momento de entrega de máquinas, na capital. O único membro do Poder Legislativo local a fazer-se presente na conferência foi o Vereador Guto da Comunidade, em sua fala inicial apresentou a mesma justificativa para a ausência do Presidente da Câmara, Ney Pantoja (PROS).

      A construção das proposições que visam alcançar os resultados definidos pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA, foi objeto de profundo debate, partindo de cinco eixos: 1) Garantia dos direitos e políticas públicas integradas e de inclusão social; 2) Prevenção e enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes; 3) Orçamento e financiamento das políticas para crianças e adolescentes; 4) Participação, Comunicação social e protagonismo de crianças e adolescentes; e  5) Espaços de gestão e controle social das políticas públicas de promoção, proteção e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.
        O CMDCA possui estabelecido em lei, um percentual de recurso para investimento em projetos na área, infelizmente, à revelia da lei, tal recurso não vem sendo repassado, inviabilizando um trabalho melhor da parte do referido conselho.   


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

FESTIVAL DO AÇAÍ: FESTIVAL OU FESTA? DO AÇAÍ OU APENAS DA CERVEJA?


Começaram nas redes sociais, a circulação do folder do XXXI Festival do Açaí, e como é comum “as redes sociais não perdoam”, então, veio junto com a divulgação os elogios e críticas, para ser bem sincero, muito mais críticas do que elogios.
Como sabemos o município de Igarapé-Miri, é muito carente quando o assunto é oferecimento de atividades culturais, não temos cinema, não temos teatro, não temos clubes, e mesmo as festas, vez ou outra enfrentam dificuldades em sua realização, como aconteceu recentemente, em pleno período da Festividade da Padroeira, de outro lado, somos um povo muito bem servido de “fazedores de cultura”, que dadas a falta de condições disponibilizadas pelo município ficam limitados em suas atividades e apresentações.
A população reclama muito em função da ausência de atrações de maior renome, como dizem: “A atração Nacional”, de outro lado gestores municipais, dizem que o problema é orçamentário, que não possuem recurso de sua própria fonte ou patrocínio para tal feito. Recentemente o município teve lei de criação do Conselho Municipal de Cultura aprovada e sancionada, este teria o papel de discutir a demanda, aprovar projetos, com base no recurso destinado pela gestão municipal, conforme dispositivo legal, infelizmente isso não aconteceu, (até onde sabemos, com informações colhidas junto a conselheiros) e o Conselho de Cultura, é mais um, na longa relação de conselhos municipais que não estão tendo suas prerrogativas de funcionamento garantidas.
Sobre a reclamação feita pelos populares, queremos levantar um questionamento/hipótese de que a reclamação seja apresentada não somente pela ausência da atração de renome, mas por que a mesma assumiria o “carro chefe” do festival, já que na prática não temos um Festival do Açaí, entendendo os festivais como momentos de apresentação e por conseguinte, do fortalecimento da cultura local, está mais bem alinhado a uma “festa da cerveja” com algumas atrações (locais. Ou nacionais?), usando o nosso precioso fruto como garoto propaganda.
Em uma pesquisa rápida no site wikipedia, foi possível encontrar a seguinte descrição sobre o Festival do Açaí, transcrita abaixo:
  
O Festival do Açaí
Igarapé-Miri é hoje considerada a Capital Mundial do Açaí, título esse conseguido por ser o maior exportador de Açaí do mundo, por isso merece uma festa que represente essa grandiosidade. O Festival do Açaí surgiu no ano de 1989, na ocasião foi criado e idealizado pelo casal Dorival e Conceição Galvão, casal que chefiava no mesmo ano o projeto de escoteiros em Igarapé-Miri, o grupo de escoteiros do mar Sarges Barros. Esse projeto foi idealizado pelo casal onde buscaram uma forma de ajudar as crianças e jovens de Igarapé-Miri a ter uma “ocupação”. 
O grupo de escoteiros oferecia diversos aprendizados para a comunidade: na plantação com horta doméstica, na fabricação de vassouras, na produção de placas numeradas para as casas do Município (trabalho esse feito pelos escoteiros) e nas campanhas de vacinação de crianças e animais (já que Dorival era funcionário da antiga Fundação Nacional de Saúde, e solicitava o trabalho dos jovens, para que os mesmos pudessem aprender mais um ofício). Como o grupo era uma Organização não governamental que não tinha recursos próprios, e se mantinha com doações dos pais dos membros, resolveram criar um evento para que o referido grupo tivesse um recurso financeiro para manter-se. A FESTA DO AÇAÍ, como foi batizada pelo casal. O Festival buscou construir um padrão em sua estrutura, ele foi realizado em praça pública, aberto ao público, com atrações folclóricas, artistas locais, desfile da Rainha do Açaí, e uma grande atração da Capital, que na oportunidade foi o cantor Nilson Chaves, que apresentava aos mirienses o sucesso “Sabor Açaí”.
Fonte: Wikipedia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Igarap%C3%A9-Miri . Consulta em 01/11/2018.

Merece nossa atenção o fato de um Festival, poder ser um grande momento para o fortalecimento da cultura e da economia, como costumamos ouvir, um verdadeiro balcão de negócios. O festival não pode ser visto apenas como um gasto, mas como um investimento, ou será que alguém acredita que o Festival de Parintins, por exemplo, não gera dividendos?
E para encerrar este texto e abrir um canal de diálogo, uma reflexão com nossos leitores... SERÁ QUE ALGUÉM CONSEGUIRÁ UMA LEMBRANÇA DO XXXI FESTIVAL DO AÇAÍ?
Vamos analisando os fatos e aprofundando o debate... até a próxima...