quarta-feira, 18 de abril de 2018

Pa 407 (ESTRADA DA VILA OU RODOVIA DO AÇAÍ) EM SITUAÇÃO CAÓTICA, NOVAMENTE.


       
       Mais uma vez a PA - 407 (popularmente conhecida como estrada da Vila ou Rodovia do Açaí que foi um nome batizado pelos próprios moradores em função dela ser uma rota de grande escoação do fruto) chama a atenção, e infelizmente, por motivos preocupantes, a ponto de gerar grandes transtornos para as pessoas que trafegam pela mesma, e esta não é a primeira vez que isso ocorre.



Uma das dificuldades encontradas, são os inúmeros assaltos ocorridos, que provocam o terror na população. Entre as pessoas que trafegam por lá com frequência, é raro os que ainda não foram assaltadas ou pelo menos presenciou tal cena, chama atenção o fato ocorrido no dia 19 de janeiro do corrente, véspera do dia da Festividade de São Sebastião, que como é de conhecimento público, é uma grandiosa Festividade em Vila Maiauatá, trazendo muitos visitantes de diversos lugares, nesse dia, especificamente, foram contabilizados doze assaltos, até a ambulância e o carro do lixo foram alvos.


         Os proprietários do transporte público que prestam o serviço nesta estrada, os mesmos já tentaram até manter uma equipe de segurança particular, inicialmente em um posto improvisado na Marombinha, onde eram mais comuns os assaltos naquele momento, porém com essa ação, os criminosos passaram a aplicar seus crimes em outros lugares da estrada, daí em diante, a equipe passou a acompanhar os veículos no intuito de inibir a criminalidade, mas por algum motivo que não sabemos ao certo qual é, essa prestação de serviço deixou de ser feita. É necessário fazer uma ressalva que para colocar em funcionamento o serviço, foi informado através de cartaz no interior das kombis, que haveria acréscimo de R$ 1,00 no valor da passagem.
Do outro lado, temos os sérios problemas da condição da estrada, a impressão que temos ao trafegar pela via, é que este ano, o caso é mais grave, as chuvas estão sendo bem rigorosas e pouco (ou nada) foi feito nos últimos tempos para amenizar o problema.
As fotos nos dão a exata noção da gravidade da coisa, inclusive mostrando que os que se arriscam em caminhar também acumulam prejuízos.




          Mas parece que há também o que comemorar, a execução da obra de construção das pontes, visualmente parecem manter ritmo satisfatório de trabalho, sabe-se que a obra foi iniciada em novembro de 2016 e tinha como prazo 570 dias, equivalendo a 19 meses aproximadamente, mas de acordo com um operário que está desenvolvendo suas atividades profissionais na obra, ela deve ser concluída em quatro meses, cumprindo assim o prazo, de fato já é possível observar algumas pontes com os trabalhos bem avançados, como é o caso da Marombinha, que já está com os dois lados em concreto. Outras informações dão conta de que o asfaltamento será feito assim que as pontes forem concluídas.

Então vamos aguardar na esperança de que as ações sejam concretizadas amenizando os problemas enfrentados pelos transeuntes.







domingo, 8 de abril de 2018

IGAR’ARTE REALIZA PAIXÃO DE CRISTO ANO XVIII

Igar’Arte realiza Paixão de Cristo ano XVIII


              O Instituto de Artes de Igarapé-Miri - Igar’Arte, que já brilhou apresentando seu trabalho fora dos limites do município de Igarapé-Miri (em 2001, o mesmo foi vencedor em três das onze categorias na Mostra de Teatro do Baixo Tocantins realizado em Barcarena, rendendo-lhe além das premiações, uma credencial para participar da Mostra Estadual de Teatro), mas o fato é que após aquele ano, o grupo teve dificuldades em permanecer com apresentações em cartaz, principalmente em função do pouco tempo de seus diretores/fundadores, porém este mantém-se vivo realizando a Paixão de Cristo, a encenação que é a história mais reproduzida teatralmente, no mundo, e que também tem sua marca no calendário miriense, onde o público já espera ansiosamente pela apresentação.

A encenação da Paixão de Cristo, é feita através de uma parceria do Igar’Arte com a Paróquia de Sant’Ana, que oferece o espaço para as apresentações e ensaios que este ano começaram em fevereiro e eram realizados todas as noites.
Momentos de ensaios
Este ano o elenco contou com um número considerável de atores e atrizes, que até tiveram a oportunidade de participarem de uma oficina de teatro, em torno de 65 pessoas de várias idades, ocuparam os palcos nas três apresentações que foram realizadas, sendo a primeira apresentação no dia 29/03 (quinta-feira) na Vila Icatu, e no dia 30/03 (sexta-feira) foram realizadas duas sessões, desta vez na Barraca de Sant’Ana nos tradicionais horários, 18 e 20h, além dos atores, uma equipe composta por sonoplasta, figurinista, iluminador, e outras pessoas que dispõem-se em ajudar, seja com algum tipo de serviço, seja na venda de ingressos, portaria, dentre outros.
Infelizmente o pouco apoio institucional veda o objetivo do grupo que seria usar o valor arrecadado com a venda dos ingressos para revestir em cestas básicas e distribuir a famílias carentes de nosso município, como já foi feito em outros anos, assim o valor arrecadado será utilizado para custear as despesas de cenário, materiais, figurinos e outras. Essa realidade deixa a diretoria do Instituto, principalmente, um pouco frustrada pois não ficando recursos em caixa, não há possibilidade de manter o fomento de outras ações futuras do Instituto.
Diante desse quadro, na visão do grupo, é vergonhoso, porém ainda é uma dura realidade em nosso munícipio, que mesmo estando em vigência leis consideradas de incentivo as artes, os eventos permanecem sendo realizados com insuficientes recursos e apoio por parte do Poder Público, até mesmo porque na maiorias dessas ações já fazem parte do arranjo cultural do município. E o Igar’Arte há 18 anos luta contra essa situação, afim de poder levar ao público essa atração, e muitas vezes deixando até de realizar algumas ações em nível estadual, dado a carência de apoio.
Espera-se que com a criação do Fundo Municipal de Cultura, com vistas a garantir apoio financeiro para as entidades promotoras de artes, tenhamos em um curto espeço de tempo, medidas que visem resolver ou minimamente amenizar essa problemática, pois assim o grupo Igar’Arte, por exemplo, bem como outras, podem buscarem neste fundo ajuda para realização de suas atividades. Em um município carente como Igarapé-Miri, tais ações são indubitavelmente, uma forma de combater a violência e a marginalização.

Padre Sílvio e Equipe, ao final, comemoram o sucesso das apresentações.
O Instituto que nos passou algumas informações, aproveita também deste espaço para fazer agradecimento todo especial aos atores e atrizes, espectadores e parceiros.